Leão com asas de águia



ENCONTRO COM AS PROFECIAS 082
A partir do programa de hoje estudaremos um dos mais importantes e difíceis capítulos do livro de Daniel. Estudaremos o capitulo sete onde Deus revelou a Daniel a história do mundo com as suas marchas e contramarchas, inclusive a história política e religiosa.
O capitulo sete é uma ampliação do capítulo dois. Já estudamos de uma forma completa esse capítulo em programas anteriores. Tanto o capítulo dois como o sete descrevem os reinos e as implicações e complicações religiosas, até o estabelecimento do reino de Deus.
Daniel recebeu este sonho profético quando Belsazar era o rei co-regente de Babilônia, quando nessa ocasião o pai dele, Nabonido, estava em Temã se recuperando de problemas com a saúde. A visão aconteceu no primeiro ano de Belsazar (Daniel 7:1).
Vamos ler os versos 2 a 4? “Na minha visão da noite eu estava olhando, e vi que os quatro ventos do céu agitavam o mar Grande. Quatro animais, diferentes uns dos outros subiam do mar Grande. O primeiro era como leão, e tinha asas de águia. Eu olhei até que foram arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em pé como um homem, e foi-lhe dado um coração de homem”.
Antes de analisarmos o primeiro animal e o que ele significa, vamos deixar que a própria Bíblia interprete os seus símbolos. Mar, água é igual a povos, multidões e nações (Apocalipse 17:15). Já ventos são símbolos de agitação política sobre a terra (Jeremias 4:12-13). Animais, em profecia, são símbolos de reis e reinos (Daniel 7:17). Asas representam agilidade, destreza, rapidez, força (Jeremias 48:40).
Depois desse esclarecimento bíblico podemos com toda a certeza entender perfeitamente a profecia de Daniel, capítulo sete. É importante também lembrar que quando lemos ou falamos “animal” ou “besta”, em profecia, estamos falando de um governo, reino, um poder.
O primeiro animal era semelhante a um leão, com asas de águia; foi posto em pé e tinha um coração de homem. Sem dúvida nenhuma, o leão representa Babilônia, a potência que dominava o mundo daquela época.
 “O leão como rei das feras e a águia como a rainha das aves, representavam adequadamente o império Babilônico em seu apogeu e sua glória. O leão se destaca por sua força, entretanto a águia é famosa por seu vigor e no alcance dos seus vôos”.
Este leão alado representava o período Neo-Babilônico, que sob Nabucodonosor, se tornou o maior e o mais forte império até aquela época. Daniel estava descrevendo de forma figurativa o que ele estava vendo. Em outras palavras, Daniel estava falando da força das conquistas de Nabucodonosor e a agilidade de suas ações. O leão alado representava força e agilidade. O poder de Nabucodonosor não foi somente sentido em Babilônia, mas desde o Mediterrâneo até o Golfo Pérsico, e desde a Ásia Menor até o Egito.
O profeta Habacuque comparou os Caldeus como águias. Note a descrição: “Suscito os caldeus, nação feroz e impetuosa, que marcha sobre a largura da terra… Os seus cavaleiros espalham-se por toda a parte; os seus cavaleiros vêm de longe. Voam como águia que se apressa em devorar” (Habacuque 1:6 e 8).
Até agora analisamos o que Daniel estava vendo, mas a partir deste momento começaremos a estudar o que iria acontecer. Trata-se de uma profecia. Ela dizia que as asas seriam arrancadas (Daniel 7:4). Isto significava o contrário do que dissemos até este momento. Se as asas significavam agilidade de movimentos, perder essas asas queria dizer que os sucessores de Nabucodonosor ficariam sem o prestígio e o poder mundial.
A profecia diz ainda que o leão ficaria em pé (Daniel 7:4). Este é mais um símbolo profético. “Um leão, erguido sobre dois pés como homem, indica que ele perdeu suas qualidades distintivas de um leão”. Foi a decadência do império, com os sucessores de Nabucodonosor mais interessados em desfrutar das conquistas passadas do que fortalecer o reino.
Algumas lições dessa profecia: a primeira delas é que se eu quero alcançar o sucesso em todas as áreas, especialmente no campo espiritual, não devo ficar amparado no que fiz no passado. Infelizmente muitos cristãos hoje em dia alicerçam a vida cristã no que fizeram: eu testemunhava, eu lia a Bíblia todos os dias, eu freqüentava a igreja regularmente… Amigo ouvinte, o que você fez no passado não vai garantir a sua sobrevivência espiritual no presente. O que vai mantê-lo em pé e ser um conquistador permanente, não é o que você fez, mas o que você está fazendo neste momento. Se hoje você não tem mais tempo para a Bíblia saiba que a sua queda é só uma questão de tempo. O passado é como um farol traseiro, só ilumina para trás. O que vale, o que importa, é o que você fazendo agora, hoje, neste momento.
Há um outro conceito que precisa ser lembrado. A tendência natural de todas as coisas é a desorganização. Tudo está sujeito ao princípio da entropia, ou seja, tudo que é novo fica velho, tudo o que está funcionando bem hoje, amanhã estragará. O tempo não concerta nada, como dizem os evolucionistas, o tempo apenas destrói. Os evolucionistas ensinam que o tempo cria, mas esquecem da ação implacável do tempo em todas as coisas que nos cercam.
O tempo passa, os anos se vão e cada um vai mostrando se está ou não aproveitando as oportunidades. Os sucessores de Nabucodonosor fizeram uso errado do tempo e das oportunidades. E foram destruídos.
No próximo programa continuaremos falando da profecia de Daniel capítulo 7. Até lá e, lembre-se: creia no Senhor Deus e você estará seguro. Creia nos profetas dEle e você prosperará.


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