Curas sabáticas nos sinódicos - explicação

    "Mateus 12:9-13, Marcos 3:1-5 Lucas 6:6-10 registram a cura de um indivíduo cuja mão havia secado. As normas conforme posteriormente codificadas na Mishnah permitiam a uma pessoa doente ou acidentada receber tratamento no sábado, mas somente em caso quando a vida estivesse em risco. A situação do homem, porém, era crônica e não se enquadrava nessa exceção. Foi por isso que os escribas e fariseus perguntaram a Jesus: "'É lícito curar no sábado?' para poderem ter que O acusar" (Mt 12:10; Lc 6:7). Jesus respondeu perguntando: "Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, e, num sábado, esta cair numa cova, não fará todo o esforço, tirando-a dali?" (Mt 12:11). Visto que as normas rabínicas permitiam isso, a questão básica colocada ao fariseu era se devemos fazer menos por um ser humano (v. 12). Jesus confrontou os fariseus com uma pergunta ainda mais forte: "É lícito nos sábados fazer o bem ou fazer o mal? Salvar a vida ou tirá-la?" (Mc 3:4). Para eles, deixar de fazer o bem era o mesmo que fazer o mal. Portanto, deixar de curar o homem com a mão ressequida era contrário aos princípios básicos deles. Jesus olhou "ao redor, indignado e condoído com a dureza do seu coração", e curou a mão ressequida (v. 5).
     Lucas registra as duas curas restantes que levantam questionamentos: a da "mulher que tinha um espírito de enfermidade havia já dezoito anos" e o homem hidrópico (13:10-17; 14:1-6). Em conexão com essas curas, Jesus tornou a afirmar que os escribas e fariseus estavam dispostos a dar um tratamento mais compassivo aos animais no sábado do que a seres humanos."

Tratado de Teologia ASD págs. 560 e 561, CPB.

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