Esboço da Escola Sabatina - Lição 8 - Discernimento: a salvaguarda do reavivamento

Esboço da Escola Sabatina - Lição 8 - Discernimento: a salvaguarda do reavivamento


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Autor: Pr. Evandro Fávero, mestre em Teologia, atual secretário e
departamental de Missão Global na União Sul-Brasileira.


Ampliação                           

O salmista diz: “Quanto amo a Tua lei! É a minha meditação, todo o dia” (Sl 119:97). Este certamente é o grande desafio do cristão: amar a Lei do Senhor e fazê-la seu guia diário. Neste mundo em que pessoas cada vez mais buscam seguir seus próprios caminhos, fazer sua própria vontade, e ditar suas ideias sobre o que é adorar ao Senhor, somos desafiados a colocar Deus em primeiro lugar em nossa vida e seguir exatamente a Sua vontade perfeitamente expressa nas Escrituras Sagradas. Aqueles que assim fazem estarão seguros quanto a enganos satânicos e não tropeçarão pelo caminho.

I- Luz para o caminho e sabedoria

A luz é um elemento sem o qual não podemos viver. É verdade, no entanto, que o fato de recebermos todos os dias os raios solares sem ao menos solicitá-los leva a uma falta de percepção de sua real importância. Existem coisas das quais só sentimos necessidade quando somos privados de seus benefícios. O mesmo pode se dar com nossa vida espiritual. Perceba: Deus é o Criador e Mantenedor de todo o Universo e cada batimento de nosso coração é por Ele controlado. Mas quantas vezes paramos para agradecer Seu cuidado? É Deus também que nos conduz, se assim permitirmos, ao Céu; é Ele que envia Sua luz sobre nós para que não andemos em trevas.
A luz é comparada à Palavra de Deus, a Bíblia, e por diversas razões: a) A Bíblia apresenta Deus como Originador e Mantenedor deste mundo (Gn 1). “Tendo em vista auxiliar os indivíduos na compreensão das coisas divinas, Deus apresentou uma revelação especial de Si mesmo. Ele decidiu apresentar-Se diante da humanidade por um meio específico, o qual não deixaria margem às questões no tocante a Seu caráter ou Seu amor pela humanidade – e Deus o fez através das Escrituras Sagradas” (Nisto Cremos, p. 13); b) Manifesta a vontade de Deus e é útil para o ensino (2Tm 3:16); c) Apresenta o plano de salvação para o pecador (Gn 3:15); d) Deus é socorro em todas as tribulações, temos um Pai a quem recorrer em quaisquer circunstâncias (Sl 91); e) A Bíblia apresenta um futuro de paz, um alento verdadeiro para este mundo contaminado pelo mal (Ap 21).

Quando a Palavra de Deus é nosso guia, quando fazemos dela a luz que nos encaminha para a Luz que é Jesus, todo o nosso ser será submetido à vontade de Deus. O mundo apresenta seus ardis e tentações. De todas as formas, diariamente, somos conduzidos para longe do Senhor e de Sua vontade. Mas quando entendemos que temos um tesouro em nossas mãos e fazemos uso correto dele, recebemos proteção de Deus para que, cada vez mais, a partir da leitura diligente e estudo da Bíblia, recebamos de Deus Seu Espírito a nos dirigir os passos. Todos os que assim fazem são encaminhados para a sabedoria. Salomão diz que a sabedoria é eterna: “O Senhor me possuía no início de Sua obra, antes de Suas obras mais antigas, desde a eternidade fui estabelecida, desde o princípio, antes do começo da Terra” (Pv 8:22), mas que sabedoria é essa? Seria sabedoria a ação ponderada, pensada e executada com presteza? Sim, mas sabedoria na Bíblia vai além de conceitos básicos e passageiros. Ela abrange a eternidade e estava com Deus quando Ele estabelecia os alicerces deste mundo. A Bíblia deixa claro que a sabedoria está na Lei de Deus. Esta apresenta o caráter de Deus, expressa Seu amor por nós, individualmente, e Sua vontade. Quando amamos verdadeiramente a Deus e fazemos de Sua Palavra luz para nosso caminho, certamente obedeceremos Sua eterna Lei.

Assim, reavivamento está profundamente ligado a fazer a vontade de Deus. Isso requer que O conheçamos, o que acontecerá por meio do estudo da Palavra. Também exige que cumpramos Sua vontade, o que significa que obedeceremos aos Seus mandamentos. Mas qual é o propósito do reavivamento? Aqui está um dos mais importantes detalhes de nossa fé: Devemos, individualmente, buscar o reavivamento para que sejamos cada dia mais semelhantes a Jesus em caráter e obras.

“O Senhor Jesus está provando os corações humanos, por meio da concessão de Sua misericórdia e graça abundantes. Está efetuando transformações tão admiráveis que Satanás, com toda a sua vanglória de triunfo, com toda a sua confederação para o mal, reunida contra Deus e contra as leis de Seu governo, fica a olhá-las como a uma fortaleza, inexpugnável aos seus enganos. São para ele um mistério incompreensível. Os anjos de Deus, serafins e querubins, potestades encarregadas de cooperar com as forças humanas, veem, com admiração e alegria, que homens decaídos, que eram filhos da ira, estejam por meio do ensino de Cristo formando caráter segundo a semelhança divina, para serem filhos e filhas de Deus, e desempenharem um papel importante nas ocupações e prazeres do Céu” (A Igreja Remanescente, p. 14).


Para você discutir com a classe:
1. O que significa conhecer a Deus e cumprir Seu querer?


II- Reavivamento X Falsos profetas

Vivemos um grande dilema. No mundo há aproximadamente 10 milhões de religiões, seguindo crenças e filosofias que ora divergem, ora se respaldam. Judaísmo, Islamismo, Budismo e Cristianismo são consideradas as mais importantes por sua influência e número de adeptos. O Cristianismo é a maior religião do mundo dividida nas seguintes vertentes: católica, protestante e ortodoxa. Aí se instala um grande problema, pois cada um desses ramos possui diferentes igrejas, principalmente quando se fala em protestantismo. A cada dia são criadas novas igrejas com novos nomes, cada uma tendo sua própria interpretação da Palavra de Deus, seguindo formas variadas de culto. Cada dia, homens se levantam entre multidões e se autointitulam profetas do Senhor, fazendo milagres e operando maravilhas. Como podemos estar seguros? Como podemos saber qual é o caminho verdadeiro? Precisamos estar atentos a alguns pontos para que não sejamos enganados:

1. Estudo da Bíblia, permitindo que ela seja autointerpretada. Deus nos deu Seu livro, para buscarmos nele as respostas aos dilemas do mundo e para que conheçamos Sua vontade. Quando fizermos isso com humildade e obediência, não seremos agitados por ventos de doutrinas, mas permitiremos que a própria Escritura nos aponte o caminho e esclareça nossas dúvidas.


2. Desde o Éden, Deus separou um povo para ser Sua propriedade e cumprir Seu querer: os chamados remanescentes, um povo guardador de Sua Lei e separado dos costumes do mundo. Esses foram escolhidos para anunciar aos demais as verdades eternas.


3. Cristo disse: “Eu Sou o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14:6). Perceba: o próprio Senhor deixou claro que só existe um caminho, uma verdade, e um que é a vida. Embora devamos amar e respeitar a todos, evitando a discriminação, sabemos que há apenas uma verdade e uma religião verdadeira: a que guarda os mandamentos de Deus e tem a fé em Jesus Cristo.


4. A metáfora da videira (Jo 15) apresentada por Cristo retrata com perfeição a realidade de haver apenas um povo, uma verdade. Cristo Se autointitulou a videira verdadeira (apenas uma) e os galhos que dela saem são Seus servos, Seu povo. Uma videira, para que seja reconhecida, precisa dar frutos, e frutos de qualidade. Assim, todos quantos se dizem ligados à videira verdadeira precisam produzir frutos, e bons frutos, do contrário, Deus, o Viticultor, os cortará, lançando ao fogo. Aqueles que se dizem seguidores de Cristo e não produzem frutos para glória de Deus (ou seja, amar a Deus sobre todas as coisas e guardar os Seus mandamentos) são falsos seguidores, falsos profetas e esses o Pai não conhece.


Para você discutir com a classe:
1. Como você considera os movimentos religiosos de nossa época?


III- Se não virdes sinais...

O texto de 2 Tessalonicenses 2:8-12 é uma advertência não somente à igreja em Tessalônica, mas à nossa época, em que multidões seguem homens que se intitulam apóstolos ou pastores do Senhor por realizar milagres. Basta observar a ostentação de tais homens, seu linguajar e maneira de tratar os fiéis para perceber que nada têm que ver com o ministério de humildade e amor que Cristo realizou. No entanto, é importante entendermos mais a fundo essa questão de milagres.


Há um episódio na vida de Cristo que tem muito a nos ensinar. Em João 4:46-53, um oficial do rei procurou Cristo em busca de um milagre. O homem estava profundamente aflito, pois seu filho estava à beira da morte. Em uma atitude de desespero, ele buscou Cristo, pois, por meio dos galileus que voltavam da festa da Páscoa em Jerusalém, tinha ouvido falar de Suas ações.


O oficial buscou Cristo apenas como medida de desespero. Ele não queria de fato nenhum compromisso com Jesus e não estava se importando com Ele. O mais importante era seu filho e ele faria qualquer coisa para tê-lo em seus braços com saúde. Mas Cristo vê o que não vemos, lê nossas ações e sabe quais são os sentimentos que nos levam a Ele. Por isso, dirigiu-Se ao homem e declarou: “Se não virdes sinais e nem prodígios de maneira nenhuma crereis” (v. 48). Essa afirmação nos leva a entender que:


a) Muitos colocam condições para crer: Se houver um milagre;

b) Esses mesmos ignoram sua necessidade da graça;
c) Muitos vão a Jesus em busca de qualquer tipo de milagre (dinheiro, saúde, trabalho, namorado, etc.), querem apenas a ‘bênção’;
d) embora a fé possa produzir milagres, estes não produzem necessariamente a fé. Pense no caso dos sacerdotes e fariseus. Quantos milagres eles presenciaram e nenhum foi capaz de levá-los a se renderem a Cristo!

No caso do oficial do rei, ele entendeu (antes que fosse tarde demais) que Cristo estava interessado em sua salvação e viu que Ele conseguia ler seu egoísmo. Por sua humildade em reconhecer que estava buscando Cristo por motivos errados, arrependeu-se, teve a cura de seu filho e a Bíblia diz que sua família foi salva.


A principal razão de um milagre não é fazer alguém crer em Deus. Este não é o método que nosso Senhor utiliza. O milagre é realizado para aqueles que têm fé em Deus para que entendam melhor a misericórdia divina e para nos fazer ver que este mundo de pecados não é o lugar que o Pai nos preparou. Existe um mundo por vir, perfeito. No entanto, para Deus o maior milagre não é a cura de moléstias da alma, ganhar dinheiro, ou outra coisa que julguemos importante. O maior dom que Ele deseja nos conceder é o de uma vida

transformada e guiada pelo Espírito. Somente os que se submetem ao Seu querer e permitem que o Espírito os molde a cada dia receberão esse dom. Esse é o reavivamento genuíno. A ênfase de Cristo nestes últimos dias da história não é milagres e prodígios, pois como vimos em 2 Tessalonicenses, essa será a ênfase satânica de enganar. Isso não significa que não haverá milagres entre os servos fiéis de Deus, mas essa não será a ênfase. E mais: há necessidade de provar, segundo a Palavra de Deus, os frutos desses servos.
Precisamos ter sempre em mente que “pelos seus frutos os [conheceremos]”. Veja o que Ellen G. White diz sobre isso no Livro Eventos Finais:

“O inimigo está-se preparando para enganar o mundo inteiro por seu poder operador de milagres. Ele pretenderá personificar os anjos de luz, personificar a Jesus Cristo. Se os homens são tão facilmente transviados agora, como subsistirão quando Satanás personificar a Cristo, e operar milagres? Quem não será abalado, então, por suas deturpações – professar ser Cristo quando é apenas Satanás assumindo a pessoa de Cristo, e operando aparentemente as obras do próprio Cristo?” (p. 162).

“A maneira por que Cristo trabalhava era pregar a Palavra e aliviar o sofrimento por obras miraculosas de cura. Porém, estou instruída de que não podemos agora trabalhar dessa maneira, pois Satanás exercerá seu poder pela operação de milagres. Os servos de Deus hoje não poderiam trabalhar mediante milagres, pois espúrias obras de cura, pretendendo ser divinas, serão operadas” (p. 169).


Para você discutir com a classe:
1. De que forma esses textos de Ellen G. White nos ensinam sobre a vida daqueles que dizem ser servos de Deus?
2. Por que um milagre não pode ser a razão de nossa fé?


CONCLUSÃO

Verdadeiro discernimento espiritual é fruto de uma vida de obediência a Deus e de serviço ao próximo. Aqueles que desejam viver o reavivamento genuíno e ser chamados filhos de Deus devem entender que o estudo da Palavra e a obediência à Lei do Senhor são requisitos divinos para nosso bem. Somos salvos unicamente pela graça de Cristo. Não há nada que possamos fazer que nos recomende a Deus, mas os que têm o caráter de Cristo se alegram em viver como Ele viveu. Buscam realizar as mesmas obras que Ele fez quando andou por este mundo empoeirado.

Prossigamos confiando que Deus nos dará forças para cumprir Sua vontade e viver à altura de Seu chamado.


“A religião de Cristo jamais degrada o que a recebe. Ela nunca o torna ríspido ou rude, descortês ou pretensioso, apaixonado ou duro de coração. Ao contrário, ela refina o gosto, santifica o discernimento, e purifica e enobrece os pensamentos, levando-os cativos a Cristo. O ideal de Deus para Seus filhos é mais alto do que o possa conceber o mais elevado pensamento humano. Em Sua santa lei Ele deu uma mostra do Seu caráter” (Conselhos sobre a Escola Sabatina, p. 231).
                        
Fonte:CPB

Comentários

  1. Olá amigo desculpa a demora,por favor me manda um banner do seu blog para eu colocar no meu blog, meu email: eclair.desbravador@hotmail.com aguardo retorno

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