Esboço da Escola Sabatina - Lição 9 - Reforma: consequência do reavivamento

Esboço da Escola Sabatina - Lição 9 - Reforma: consequência do reavivamento


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Autor: Douglas Reis
Formado em Teologia (Unasp campus II, 2002), capelão universitário do IAP, autor de três livros: Paixão Cega (2010), Marcados pelo futuro (2011) e Explosão Y: adventismo, pós-modernidade e gerações emergentes. (2013)..


Ampliação

Introdução 

O rapaz toma coragem e pede a moça em namoro. Com os olhos emocionados, ela ouve as declarações de amor. Ambos começam uma nova história. A empolgação preencherá o coração deles por semanas. E depois? Nenhum pedido de namoro, por mais romântico que seja, sustenta um relacionamento. É preciso mais: o rapaz terá de presentear sua amada com flores, levá-la para um jantar, caminhar com ela noshopping, estudar a Bíblia junto com ela e demonstrar carinho e amor. Com o tempo, terão de pensar em noivado e casamento.
Assim como no relacionamento a dois, a vida espiritual não é feita de declarações bonitas. Conhecemos Jesus um dia e aceitamos Seu amor salvífico. Isso, porém, é apenas o início da jornada cristã, não a jornada em si. A partir desse ponto, as lutas começarão.

Práticas pecaminosas arraigadas terão de ser abandonadas a duras penas. A leitura da Bíblia deverá se tornar um hábito. No início, não será fácil gostar de ler a Bíblia, especialmente as genealogias bíblicas, mas o relacionamento com Cristo nos leva a amar toda a Palavra de Deus.

O processo de crescimento na graça ou santificação envolve acirrada disputa contra o egoísmo, o ressentimento, a inveja e o desejo de controle.

A reforma de que trataremos nesta semana tem que ver com as constantes batalhas espirituais. Longe de ser o processo natural, conforme alguns pregadores bem-intencionados apresentam, a reforma que se segue ao reavivamento é tão completa e detalhada que exige persistência. Afinal, é necessário envolvimento integral, pois sua abrangência não deixa de lado nenhum aspecto da vida.

Em contrapartida, a reforma não é obra nossa. Devemos cooperar com o Espírito Santo, aceitando o poder divino para obedecer e entregando nas mãos do Criador nossa disposição de servir. Não somos salvos pelas obras, mas não podemos ser salvos sem que Deus realize Sua obra por nosso intermédio e em nós.


Domingo, 25 de agosto
O apelo do profeta por reforma


Como mensageiros divinos, os profetas receberam a inspiração divina. Chamamos de revelação o fenômeno de transmissão de conhecimento por vias sobrenaturais. Os profetas também tinham a inspiração do Espírito Santo. Inspiração diz respeito à transmissão do conhecimento revelado.

Deus tem várias formas de Se comunicar com os profetas (Hb 1:1). Ele revela as formas significativas (essência da revelação) e os profetas escolhem a maneira de expressá-las em palavras humanas. O Espírito Santo conduz todo o processo. Deus não dita palavras inspiradas, nem inspira apenas o pensamento dos autores bíblicos. Na verdade, há constante interação entre os profetas humanos e o Agente divino (Fernando Canale, Princípios Cognitivos da Teologia Cristã, Unaspress, 2011).

Em essência, o que os profetas pregaram e escreveram tem o objetivo de aproximar Deus de nós. Por meio da Bíblia, conhecemos quem é Deus, por que estamos separados dEle e o plano que Ele fez para nos salvar. Certamente, as verdades bíblicas afetam nossa conduta, hábitos, concepções de vida, opiniões diversas e cultura. Um exemplo disso pode ser útil.

Em um dos momentos mais épicos, o rei Josafá saiu para uma batalha incentivando os soldados de Israel a confiar na orientação profética do Senhor. Suas palavras foram: “Escutem-me, Judá e povo de Jerusalém! Tenham fé no Senhor, o seu Deus, e vocês serão sustentados; tenham fé nos profetas dEle e vocês terão a vitória” (2Cr 20:20, NVI). Para Josafá, a reforma deveria se apoiar na mensagem profética. E isso ainda é verdade no século 21.


Segunda, 26 de agosto
Apelo por reforma em Corinto


Era desafiadora a realidade da igreja de Corinto. Por ser uma cidade portuária, a prostituição era muito forte ali. Em Corinto havia também muitos filósofos. Em geral, o dualismo grego concebia corpo e alma como realidades distintas. Logo, o que se faz com o corpo, não afeta a alma.

Não é de se estranhar que Paulo tivesse tanta preocupação: muitos dos cristãos ainda possuíam concepções pagãs e viviam como não convertidos. Imoralidade, partidarismo, disputas por dons espirituais e uma série de outros conflitos estavam presentes ali.
Porém, o apóstolo trabalhou em favor da unidade, enfatizando que a igreja é o corpo de Cristo e que todos se acham integrados a Ele, independentemente dos dons que receberam (1Co 12:1-11). Quando lemos a segunda carta de Paulo, algumas melhoras na espiritualidade da congregação logo são notadas (2Co 7:8-12). Igualmente, há aspectos da vida espiritual que dependem de nossa comunhão coletiva.

No caso do reavivamento, Deus espera unidade de nossa parte, a fim de recebermos Seu Espírito. Como consequência, nosso trato uns com os outros será diferente. Devemos desejar essa transformação coletiva!


Terça, 27 de agosto 
Apelo do Apocalipse para a reforma em Éfeso


No Apocalipse, as cartas às sete igrejas representam períodos da igreja cristã. A primeira, à igreja de Éfeso, se refere à igreja apostólica. A igreja é elogiada por sua perseverança em face do sofrimento e perseguição e por seu discernimento em relação aos que se faziam passar por apóstolos (Ap 2:2, 3).

A ressalva se acha no abandono do “primeiro amor” (v. 4). O texto faz um chamado ao arrependimento (v. 5) e promete o direito de comer da árvore da vida àquele que vencer (v. 7).

O notável é que, mesmo em sua fase áurea, a igreja corria o risco de se desconcentrar, esquecendo-se de que o compromisso com Deus vem antes da obediência; do contrário, teríamos crentes fiéis apenas externamente, mas desprovidos de amor profundo por seu Salvador.


Quarta, 28 de agosto      
Apelo de Lutero por reforma


Há um respeito muito grande por Lutero no meio adventista. De fato, Deus operou grandes coisas por seu intermédio. Mas, Infelizmente, ele manteve muitos pontos equivocados provenientes da tradição católica. Para o reformador alemão, a filosofia continuava sendo uma base de conhecimento tão importante quanto as Escrituras. Na prática, o princípio sola Scriptura (as Escrituras somente como base de fé) de Lutero não foi seguido coerentemente pelo próprio reformador.

Mas todas essas falhas não tiram os méritos daquele que deu os primeiros passos para o restabelecimento de importantes verdades bíblicas, principalmente a verdade da justificação pela fé. Lutero compreendeu a importância das palavras de Romanos 1:16 e o mundo nunca mais foi o mesmo!

Infelizmente, o professor de Wittenberg fez da doutrina da justificação pela fé o centro de sua mensagem, sendo capaz de rechaçar outras verdades bíblicas que lhe pareciam destoar desse centro. É conhecida a expressão pejorativa de Lutero sobre a carta de Tiago – “epístola de palha”. Isso porque o apóstolo afirmou que não somos salvos pela fé somente, mas também pelas obras (Tg 2:24). 
Claro que não há contradição entre Tiago e Paulo, apenas ênfases diferentes de acordo com o contexto em que cada um pregava. Tampouco, a verdade da justificação pela fé está em conflito com outras doutrinas bíblicas – como a observância da lei divina, juízo investigativo ou a guarda do sábado.

Com a luz que teve, Martinho Lutero foi importante para seu tempo. Hoje, com luz especial para os últimos dias, o povo de Deus tem uma responsabilidade maior ainda. As lições deixadas por Lutero e outros reformadores devem nos levar a examinar a Bíblia. Somente assim será possível haver uma reforma espiritual mais completa do que aquela que ocorreu no início do movimento protestante.


Quinta, 29 de agosto
Apelo do Céu por uma reforma no tempo do fim


Quando lemos Apocalipse 14, percebemos que Deus conclamou um povo. Esse povo recebeu uma mensagem a ser dada ao mundo. O conteúdo dessa mensagem se relaciona com a lei de Deus e, por conta disso, tal povo é perseguido por Satanás.

Obviamente, a Igreja Adventista é esse povo chamado no tempo do fim. A mensagem adventista não é exclusivista: não acreditamos que seremos os únicos a ser salvos. Ao contrário, cremos que temos uma enorme responsabilidade perante o mundo. Com humildade, encaramos nossa missão como um meio que Deus usará para despertar os que serão salvos. Todos os que ouvirem, independentemente de raça ou nação, serão salvos. Jesus afirmou que possui ovelhas em outros apriscos. No tempo certo, elas ouvirão Sua voz (Jo 10:16). A obra é divina, somos apenas os servos que colaboram com ela!


Considerações finais



Em momentos cruciais, Deus despertou Seu povo para realizar uma reforma, primeiramente na própria vida. Em consequência disso, o povo passou a testemunhar perante o mundo os efeitos de uma vida consagrada inteiramente à vontade de Deus. É tempo de fazer como os heróis do passado e receber poder para a obra que temos à frente!


Fonte: CPB

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