Esboço da Escola Sabatina - Lição 4 - Lições do santuário

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Esboço da Escola Sabatina - Lição 4 - Lições do santuário



Autor: João Antônio Rodrigues Alves, Mestre em Teologia pelo UNASP, e doutor em Teologia pela Universidad Adventista del Plata. Pastor distrital em Nova Venécia (ES). Casado com a Profa. Me. Daisy Kiekow de Britto Rodrigues Alves, tem dois filhos, Emerson e Karina

Introdução

Há uma riqueza de símbolos no santuário, destinados a ensinar, de maneira clara e dramática, as verdades do evangelho. Ali encontramos a verdade acerca da presença de Deus com Seu povo, o chamado à santidade, os móveis com todo seu significado no plano da salvação, o santuário como o centro da vida do povo de Deus e também como o lugar em que todas as dúvidas relativas a um sentido para a vida poderiam ser respondidas. Esse é o nosso estudo da semana.

DOMINGO

A morada de Deus



Deus fez um santuário – o jardim do Éden – e nele colocou o homem, para ali habitar e desfrutar a plena comunhão com o Criador. Por causa do pecado, o homem foi expulso desse santuário, sendo assim privado da presença amiga de Deus. Para romper o abismo de separação, Deus ordenou que o homem fizesse um santuário para Ele habitar com os seres humanos (Êx 25:8). Perceba o contraste: o homem rejeitou o santuário feito por Deus; Deus habitou no santuário feito pelo homem. Deus visitou o homem no santuário do Éden; o homem visitou (encontrou) Deus no santuário do deserto. No fim dessa história de encontros e desencontros, o homem voltará ao santuário de Deus, a Nova Jerusalém, e Deus mesmo estará com Suas criaturas (Ap 21:3). Em certo sentido, é um retorno ao santuário do Éden. E o que significa tudo isso? Presença, proximidade, comunhão.

O tabernáculo no deserto ocupava o próprio centro do acampamento, geográfica e simbolicamente. A vida do povo estava ali centralizada. De fato, essa era sua vida. Lembremo-nos de que, antes da ordem para construir o santuário, o povo era cativo no Egito, e não podia desfrutar de maneira tão especial a companhia de Deus. Somente após sua libertação, sua redenção, é que poderia usufruir as bênçãos da presença de seu Libertador. Por isso, o santuário é chamado “tenda do encontro” ou “tenda da congregação”. Nesse espaço Deus e Seu povo poderiam se encontrar (Êx 40:32). Deus está acessível a Seu povo.
Mas, como um povo impuro, pecador, poderia estar na presença de um Deus santo? É o que veremos no decorrer de nosso estudo.

SEGUNDA-FEIRA 

“Sede santos”



A santidade é um atributo de Deus por excelência. Em todo o Universo, somente Ele é intrinsecamente santo. Ele é louvado por Sua santidade (Êx 15:11). Os Salmos e Isaías frequentemente se referem a Deus como Santo (Is 1:4; 5:19; Sl 99). Na visão de Isaías, os anjos cantam a Deus aclamando-O “Santo, Santo, Santo” (Is 6:3). No Novo Testamento, Jesus Se dirige a Deus como “Pai santo” (Jo 17:11). Na oração do Senhor encontramos a petição “Santificado seja o Teu nome” e, no Apocalipse, repete-se o tríplice “Santo” de Isaías (cf. Ap 4:6-10). “Que Deus é santo significa que Ele é exaltado, impressionante no poder, glorioso na aparência, puro em Seu caráter” (J. E. Hartley,Word Biblical Commentary: Leviticus, p. 312).

Em Levítico 19:2 encontramos uma base racional para o mandamento de santidade: devemos ser santos porque Deus é santo. Teologicamente, essa doutrina é conhecida como a imitatio dei, ou “imitação de Deus”. Devemos imitar a santidade de Deus. Mas não é uma tarefa fácil definir a santidade. Em termos simples, o “santo” é diferente do profano ou comum. Portanto, o verso poderia ser traduzido assim: “Sereis distintos”, significando que o povo de Deus, ao imitá-Lo, preservaria suas características distintivas em relação a todos os que não praticam a “imitação de Deus”. “A santidade de Deus é contagiante” (Ibid.) e, assim contagiados, os fiéis devem perseguir um “estilo de vida diferente” (B. A. Levine, The JPS Torah CommentaryLeviticus [1989], p. 56) daquele praticado por outras pessoas. Estar na presença santa de Deus produz uma separação do pecado e de tudo o que contamina. E o contrário também é correto: para experimentar a presença santificadora de Deus, os fiéis se separam do pecado.
Mas Levítico 19 apresenta de forma prática o caminho da santidade, que envolve todos os aspectos da vida diária: “fidelidade no culto (3–8, 12, 21, 22, 27, 28, 30, 31), expressão de amor e respeito nos relacionamentos interpessoais (11, 13, 14, 17, 18, 19, 20, 29, 32–34), e a prática da justiça nos negócios e nos tribunais (vv 15, 16, 35, 36). Todas essas leis revelam o desejo de Deus de que Israel pusesse todas as áreas de sua vida em conformidade com Seu santo caráter” (Hartley, p. 312). No caso do sábado, Deus o santificou, assim Seu povo deve imitá-Lo e também santificar o dia de sábado. Deus mostra o caminho, e Seu povo segue (Levine, p. 256). E a importância disso é que a observância apropriada do sábado é “essencial para a vitalidade espiritual” (Hartley, p. 312), e uma vida espiritual sadia resulta em santidade.

TERÇA-FEIRA 

Utensílios do santuário



O complexo do santuário consistia em três áreas: o pátio, o lugar santo e o lugar santíssimo. Cada uma dessas áreas parece indicar algum grau de santidade e as diferentes pessoas que poderiam acessá-las. Por exemplo, os adoradores e levitas tinham acesso ao pátio; os sacerdotes ao lugar santo; e o sumo-sacerdote ao lugar santíssimo, uma única vez ao ano.

O altar de sacrifícios, situado no pátio do santuário, estava associado à presença do Senhor. Por meio do altar, os israelitas tinham acesso a Deus (Sl 43:4).
A pia, situada entre o altar de sacrifícios e a entrada do lugar santo (Êx 30:17-21), era usada pelos sacerdotes para lavar suas mãos e pés antes de oficiar no altar ou de entrar no santuário, para preservar sua pureza. A ideia era que Deus e a impureza são incompatíveis e que, portanto, aqueles que desejam ter acesso a Deus devem estar puros (Sl 24:3, 4; At 22:16; Ef 5:26; 1Co 6:11).
A mesa com os pães da presença, no lugar santo, indicava o Senhor como o Provedor do alimento para Seu povo (Ez 16:19; Jo 6:48-51).
O candelabro, também no lugar santo, foi confeccionado de maneira a sugerir a imagem de uma árvore, talvez lembrando a árvore da vida, e apontava para Deus como a fonte da vida. O candelabro, com sua luz sempre a brilhar, estava associado com a onipresença de Deus, e o óleo que o alimentava, com o poder do Espírito do Senhor (ver Zc 4:10, 6; cf. Ap 4:5).
O altar de incenso estava situado no lugar santo, mas bem em frente do véu que dava acesso ao lugar santíssimo. O incenso, na Bíblia, representa as orações do povo de Deus que sobem até Ele (Sl 141:2; Ap 5:8; 8:3, 4). Simbolicamente, o incenso é um elo entre Deus e Seu povo (Ef 5:2; 2Co 2:14-17; Fp 4:18).
A arca do concerto, ou do testemunho, situada no lugar santíssimo, “era o símbolo supremo da presença e santidade de Deus”. Os querubins sobre a arca estão associados à soberania de Deus (1Sm 4:4; Sl 80:1; 99:1) e com Sua presença como líder e protetor de Seu povo (Nm 10:33-36). Sobre a arca, estava o “propiciatório”, ou “assento (sede) da misericórdia”, “lugar em que os pecados são expiados ou apagados” (kapporeth), que deriva do verbo kipper (expiar, fazer expiação). Portanto, o termo kapporeth (propiciatório) sugere a função dessa parte da arca. Entre os querubins, se manifestava a glória de Deus garantindo a expiação para o pecador arrependido.
Em Romanos 3:25, lemos: “a quem Deus propôs, no Seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a Sua justiça, por ter Deus, na Sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos.” Observe o vínculo que o apóstolo estabeleceu entre a propiciação e o sangue de Jesus (v. 25). O sacrifício de Jesus na cruz pavimenta o caminho que o homem agora pode percorrer em seu retorno a Deus. A morte de Cristo é o meio pelo qual Deus elimina o pecado do Seu povo. Jesus é nossa propiciação, o nosso kapporeth, o “assento (ou lugar) de misericórdia”, o meio pelo qual encontramos propiciação.
Ellen White faz um comentário digno de reflexão acerca desse assunto: “O Pai nos ama, não em virtude da grande propiciação; mas sim proveu a propiciação por isso que nos ama. Cristo foi o instrumento pelo qual Ele pôde derramar sobre um mundo caído Seu infinito amor. ‘Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo’ (2Co 5:19). Na agonia do Getsêmani, na morte sobre o Calvário, o coração do infinito Amor pagou o preço de nossa redenção” (Caminho a Cristo, p. 13, 14).

QUARTA-FEIRA

Centro de atividades divinas e comunitárias



Para os israelitas, encontrar a Deus no santuário era um ato de adoração. Ali suas necessidades eram satisfeitas. Suas ansiedades eram acalmadas. Saber que Deus estava ali, tão perto, o mais perto que Lhe era possível estar de Seus filhos, apaziguava os corações. A certeza da presença do Pai tem essa propriedade. Eles sabiam que encontrariam no Pai refúgio e conforto. Suas orações seriam ouvidas e sua sede espiritual seria saciada (ver Sl 43:2, 4, 5; 18:6; 63:1, 2).

No templo, os fiéis demonstravam sua gratidão, pagavam seus votos (Sl 66:13-15), confessavam seus pecados e buscavam o perdão do Senhor (Sl 32). As bênçãos e a justiça divinas estavam disponíveis no santuário (Sl 24:3-5).
Resumindo, a vida do povo de Deus girava ao redor do santuário/templo. Nos dias atuais, em que há uma especialidade para cada problema, não existe um centro ao qual recorrer. Existem muitos e, pela atitude de pretensos fiéis, Deus parece não estar em nenhum deles. Enquanto Deus busca proximidade com Seu povo, este parece optar pelo distanciamento, e o Senhor é aquele plano “z”, o último, depois que todas as alternativas humanas foram experimentadas e fracassaram. O resultado é uma vida vazia, destituída de sentido e propósitos, com suas consequências dolorosas e inevitáveis.
Mas o caminho do santuário ainda se encontra aberto para todo aquele que deseja se aproximar do Pai e experimentar a presença de Deus em sua vida.

QUINTA-FEIRA

“Até que entrei no santuário”



O Salmo 73 produz respostas semelhantes em leitores diferentes, independentemente de tempo, lugar ou posição. Os leitores se sentem aliviados e fortalecidos com palavras tão antigas e que se encaixam perfeitamente em sua condição atual. Parece que o salmista escreveu pensando no caso particular de cada leitor. E por que isso ocorre? Porque, desde a entrada do pecado no mundo, o homem tem lutado com o problema da existência do mal e a atuação de um Deus justo e bom. Muitas vezes, gostaríamos de ver a justiça de Deus em ação, mas isso não acontece. Os que levam uma vida pecaminosa nem sempre são punidos, enquanto os justos frequentemente parecem não ser recompensados. E nos vem à mente o pensamento: “O crime compensa”. O Salmo 73 trata desses assuntos – a prosperidade dos ímpios, o problema do mal e a posição do filho de Deus frente a tudo isso.

O grande problema aqui é que, inicialmente, o salmista estava concentrado nos ímpios, e sua percepção da realidade foi distorcida, visto que seu foco estava mal dirigido. Foi levado a pensar apenas em termos humanos: “ímpios x justos”. Quem está ganhando? O que vale mais a pena? Parece que uma vida baseada no engano, na mentira, na malícia, produz resultados mais favoráveis a uma “boa” vida. Os ímpios prosperam, gozam de boa saúde, ocupam posições destacadas, livres de preocupação, e parece que não lhes falta nada. Por outro lado, muitos fiéis experimentam a pobreza, enfermidades, a morte de pessoas queridas, etc. E essa situação parece se prolongar além do que consideramos suficiente.
O ponto crucial desse salmo é encontrado no verso 17 – “até que entrei no santuário e atinei com o fim deles [dos ímpios]”. A experiência do salmista no santuário o levou a olhar a realidade da perspectiva correta, isto é, da perspectiva de Deus. Se antes ele estava confuso, perplexo, desorientado, sua experiência no santuário, refletindo na grandeza, santidade, poder, amor e justiça de Deus deu-lhe uma nova orientação e aplacou sua angústia. Somente quando Deus ocupa o centro de nossa visão, passamos a ver as coisas como elas realmente são. Os ímpios, por escolherem uma vida sem Deus, estão destinados a perecer (v. 27). Os justos, por confiarem a vida nas mãos de Deus, estão destinados à salvação e felicidade eterna (v. 24).
Como já disse alguém: “Não escreva seu diário ao findar o dia.” A verdadeira compreensão de tudo o que nos aconteceu, ou acontece, nem sempre ocorre imediatamente. Pode demandar toda a nossa vida. Ou ainda pode transcender o nosso tempo neste mundo, e somente na eternidade encontraremos as respostas que buscamos. O que fazer enquanto isso? O salmista indica o caminho: “Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no Senhor Deus ponho o meu refúgio” (v. 28). Aqui ele afirma sua crença na presença eterna de Deus, e sua disposição em permanecer fiel ao Senhor, proclamando “todos os Seus feitos” (v. 28).


Para reflexão: No santuário celestial Cristo permanece realizando Sua obra em favor dos fiéis, respondendo suas dúvidas, sustentando-os com Seu poder. Para quem estamos olhando hoje? Para os ímpios? Aos que nos feriram ou magoaram? Testemunhas falsas? Aos mentirosos? Precisamos corrigir o foco, olhar para Cristo em Seu santuário, e desfrutar a paz que resulta de saber que todas as coisas, ainda que as evidências pareçam indicar o contrário, estão sob Seu controle, e que Ele dará a palavra final a tudo que acontece no mundo em geral e na vida de Seus servos em particular.


Conclusão

Todo o rico simbolismo presente no santuário afirma a realidade de Deus, Sua presença e cuidado para com Seu povo, o desejo de que este seja uma nação santa, pura, em um mundo contaminado pelo pecado, confiando na expiação de Cristo na cruz do Calvário, e esperando o cumprimento de Suas promessas, mesmo contra todas as evidências.


Fonte: CPB

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